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Desmoronamento interdita a PA-150

 

Desde o final da tarde de ontem que a rodovia PA-150 está interditada à altura da fazenda Taboquinha, na saída de Marabá no sentido de Eldorado dos Carajás, sudeste do Pará, a 14 quilômetros da entrada da cidade. Um desmoronamento provocado pelas fortes chuvas que têm caído na região abriu uma cratera cortando a pista ao meio, provocando engarrafamento de mais de 10 quilômetros. Um desvio deve ficar pronto hoje, mas o tráfego na pista deve ser liberado somente em 10 dias, segundo informou o Distrito Regional da Secretaria Executiva de Transportes (Setran).

 

O congestionamento maior, de cerca de 10 quilômetros, é no sentido Marabá-Eldorado do Carajás. A reclamação é grande entre os que precisam passar pelo local.

 

José Aparecido da Silva, que viajava com a família de Marabá para Eldorado do Carajás, reclamava que iria perder um carregamento de água de coco. Já o carreteiro João Pereira de Souza disse que iria voltar para Eldorado com uma carreta carregada de gado.

 

Fábio Moreira, engenheiro da Construfox, empresa que está reparando os estragos na pista, disse que serão necessários cerca de duas semanas para resolver o problema. A cratera tem pelo menos 10 metros de cumprimento seis de profundidade e 15 de largura.

 

Moreira explica que será afixado um bueiro metálico de 10 metros de cumprimento no desvio, mas no reparo da pista será necessário um bueiro de 70 metros de extensão para dar conta da vazão de água.

 

No entendimento dele, o desmoronamento foi causado não apenas pelas chuvas, mas também por represas feitas em fazendas sem nenhum fundamento técnico, a exemplo do que aconteceu semana passada no município de Goianésia do Pará, a 300 quilômetros de Belém.

 


Atoleiros em vicinais isolam comunidades rurais de Marabá e Itupiranga

 

Numa viagem de quase 900 km pelas principais vicinais que ligam o município de Marabá e Itupiranga, no sudeste do Pará, o vereador Ademar de Alencar registrou o drama vivido por centenas de camponeses que moram na zona rural da região.

 

Na estrada do Rio Preto, principal rota de escoamento de grãos, trechos antes malconservados em virtude do tráfego intenso de caminhões que transportam minério, ficaram ainda piores com a chuva intensa que tem caído diariamente sobre a região. Atoleiros estão por quase toda a extensão da vicinal. Muitos caminhões precisam ser guinchados para prosseguir a viagem que é lenta e arriscada.

 

Na vila São Raimundo, distante 140 km de Marabá, a chuva tornou precária a assistência à saúde da população que enfrenta um surto de dengue. Segundo Ademar de Alencar, o único posto de saúde da vila só conta com um técnico em enfermagem. A população também cobra uma ambulância, que teria sido doada para auxiliar no transporte de doentes até Marabá mas até agora não chegou à Vila, ainda segundo o vereador.

 

O quadro também é crítico na vila Josinópolis, que está quase isolada por causa dos atoleiros, o que vem dificultando o escoamento da produção de leite para os laticínios. Para se ter uma idéia, os produtores carregam nos ombros através de longa caminhada os botijões com o leite, única forma de transpor um grande atoleiro até o local onde os carros conseguem trafegar.

 

Outra constatação feita pelo vereador Ademar de Alencar é a dificuldade que alguns estudantes vem enfrentando para chegar até as escolas. Alguns caminham até 4 km para pegar o transporte escolar.

 

Fonte: Liberal/Atualidades

 

Publicado em 03/05/2006 15:37h